Andrea Janku Caruano
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Andrea Janku Caruano — entre gerações, natureza e tempo de maturar o fazer
A história de Andrea Janku Caruano com o artesanato atravessa gerações. Desde muito pequena, seus pais a estimularam a pintar, desenhar, recortar e dobrar papel.
A mãe ensinou os pontos básicos de crochê, tricô, bordado, fuxico e costura à mão; a avó apresentou a máquina de costura; os tios trouxeram a modelagem em argila.
Trabalhos escolares ajudaram a ganhar confiança e liberdade criativa. O que começou como brincadeira virou linguagem.
Aos 3 anos, Andrea já pintava, desenhava e fazia dobraduras. Aos 4, decidiu que queria aprender crochê.
A mãe ensinou, então, uma toalhinha redonda rosa, pronta em três carreiras. Com os pontos básicos dominados, ela passou a inventar por conta própria: bolsinhas, colares, brincos, roupas de boneca e de ursinho.
Mais tarde, vieram fases diferentes de aprendizado: livros, revistas, televisão, internet, cursos profissionalizantes do Senar (como arte em cabaça, lã natural e bordado).
A cada etapa, novas técnicas se somavam às memórias da infância.
Hoje, Andrea transita com naturalidade entre diversos materiais: linhas, barbantes, lãs naturais e sintéticas, tecidos, tintas, madeira, argila, materiais descartáveis e elementos da natureza como raízes, cipós e sementes.
Na falta de insumos industrializados, começou inclusive a desenvolver seus próprios materiais, ainda em fase de teste, buscando conciliar criação e sustentabilidade.
O que a distingue não é um “segredo”, e sim o fato de ter aprendido muita coisa sozinha, observando revistas e referências e, assim, manuseando tudo de um jeito próprio, diferente de quem se formou apenas em aulas formais.
Seu trabalho fala das fases da própria existência, trazendo resquícios da história familiar — vivências com pais, avós, bisavós e tios. Elementos da natureza aparecem como fios condutores em diferentes fases.
Muitas vezes, é justamente o cansaço, o estresse ou a angústia que a levam de volta ao fazer: o contato diário com a natureza se torna essencial, um chão para reorganizar pensamentos.
A avó segue como uma grande inspiração, tanto pela habilidade quanto pela forma de encarar o tempo das coisas.
Quando está criando, Andrea sente inspiração, paz e alegria. Cada peça carrega a intenção de ser mais do que um enfeite: ela se preocupa em construir objetos que possam ser também utilitários, que tragam beleza para o dia a dia sem perder a função.
A produção é lenta e deliberadamente limitada, o que faz com que ainda não tenha uma página dedicada apenas ao artesanato.
Prefere divulgar pessoalmente, em encontros e conversas, respeitando o ritmo do que faz.
Entre Cravinhos, onde nasceu e sempre viveu grande parte da vida, e a área rural de São Simão, onde reside atualmente mas segue dividindo o tempo, Andrea lapida um jeito de trabalho que valoriza paciência, afeto e responsabilidade com o entorno: criar com amor, no tempo certo, pensando também na sustentabilidade do que deixa como rastro no mundo.
Onde encontrar / encomendar
Cidade:
Zona rural de São Simão (SP)
WhatsApp: (16) 99346-8842
E-mail: krstal_liebe@yahoo.com.br
Contato: diretamente por WhatsApp ou e-mail
Mensagem da artesã
“Ter paciência diária até as coisas acontecerem — tudo tem seu tempo. Fazer o que gosta, colocar amor no que faz. Construir o que possa alegrar, não apenas objetos para enfeitar, mas também o que possa ser útil. E sempre pensar um pouco na sustentabilidade.”
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